Reciclagem de gesso traz solução para construção civil

Empresa garante destino apropriado a resíduo sólido agressivo ao meio ambiente

A Sebanella, de Canoas/RS, investiu em um negócio inovador que beneficia os geradores de resíduos, a economia e o meio ambiente. A empresa é pioneira na região Sul em reciclagem de gesso da construção civil. Atualmente o empreendimento recebe cerca de 1.000 toneladas do material por mês, que é reutilizado como fertilizante na agricultura.

A idéia surgiu da preocupação com os impactos causados pelo descarte incorreto dos resíduos na natureza. “A constante expansão da construção civil traz muitos benefícios para a economia, mas ao mesmo tempo pode impactar negativamente em outras áreas, como o meio ambiente.” afirma o sócio-diretor Sebastian Pereira. “Este crescimento na construção civil vem gerando mais resíduos e os mesmos estão sendo descartados de forma incorreta, já que os aterros cobram um valor elevado, dando margem ao descarte em aterros clandestinos”.

A Resolução 307/2002 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA- disciplina a gestão e gerenciamento dos resíduos da construção civil – RCC. Nela o gesso era classificado como Classe C, ou seja, sem tecnologias ou aplicações economicamente viáveis para sua reciclagem ou recuperação. Porém, através da resolução 431/2011 de 24 de maio de 2011, o resíduo foi reclassificado como Classe B, onde estão os materiais recicláveis como plásticos, papéis, metais, vidros e madeiras.

Para serem reciclados, os resíduos de gesso devem ser armazenados separadamente dos outros RCC. Adotando este procedimento, pode-se reciclar 100% do material, que possui inúmeras empregabilidades. Além da reutilização na construção civil, pode ser aplicado controladamente na agricultura para a correção de solos, como aditivo para compostagem, absorvente de óleos, controle de odores e secagem de lodos em estações de tratamento de esgoto.

A reciclagem do gesso evita os impactos negativos que este resíduo causa quando descartado inadequadamente na natureza. Sua disposição inadequada ou em aterros sanitários comuns pode provocar a dissolução dos componentes e torná-lo inflamável.

Todos estes impactos podem ser evitados encaminhando o gesso para a reciclagem. Assim, as empresas que adotam este procedimento, além de contribuírem para a preservação do meio ambiente, ainda gastam aproximadamente 7x menos do que gastariam com o descarte em aterros privados.

Fonte:

Texto de 22B Comunicação

 

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