Por uma obra mais sustentável

 

Quando utilizada na construção civil, a sustentabilidade permite economia de recursos naturais, conforto e valorização do imóvel


Aos poucos, o setor de construção civil está compreendendo que o valor de uma obra vai além dos acabamentos, tecnologias ou tamanho do imóvel.  As iniciativas de sustentabilidade também valorizam a obra. Mas, de acordo com o engenheiro, Hewerton Martins, diretor presidente da Solar Energy do Brasil, o apelo sustentável ainda está muito restrito ao marketing, sem implementações efetivas nos empreendimentos. “A cobrança dos consumidores que obrigará cada vez mais a adoção de critérios mais rigorosos para construções sustentáveis”, afirma.

Muitos pensam que realizar uma obra sustentável é mais caro que uma comum. Mas, o preço dependerá do projeto ou da concepção. O correto planejamento e adequação à região onde a obra é realizada tornam a construção sustentável e com baixo investimento. “Para construções mais elaboradas, o investimento inicial pode ser mais alto para alguns empreendimentos, mas há ganhos imediatos e retorno do investimento em curto prazo”, aponta Hewerton Martins, que cita exemplos como, a alta no preço do imóvel, o reuso da água de chuva,  além da redução imediata do consumo de energia elétrica por meio de aquecedores solares e geração de energia elétrica com painel fotovoltaico.

A sustentabilidade já existe na construção civil há muitos anos. De acordo com Hewerton Martins, a padronização na indústria fez que com que conhecimentos milenares fossem descartados, como questões climáticas e particularidades da região onde o imóvel é construído. Questões como o aproveitamento da iluminação natural, que proporcionam eficiência energética ou controle da temperatura interna do ambiente, na maioria das vezes não são observados. “Os árabes conseguiam reduzir a temperatura interna de suas casas em mais de 15 graus, e os esquimós conseguem reter o calor acima de 20 graus em lugares onde o ambiente externo é 15 graus negativos”, observa.


Outro erro que começou a acontecer na construção civil com o passar dos anos foi achar que o uso da madeira não é ecológico. “Hoje, a tecnologia Wood Frame, que utiliza madeira de reflorestamento, é muito utilizada na Europa e Estados Unidos. Essa tecnologia proporciona conforto e é sustentável, já que a madeira ajuda a reter carbono, evitando a utilização do ferro, aço e cimento, altos emissores de carbono”, esclarece o engenheiro.

Entenda a sustentabilidade

O conceito de sustentabilidade surgiu no início do século XVIII. A mineração de prata, base da economia da Saxônia, teve sua existência ameaçada devido a uma grande escassez de madeira, com a devastação de florestas inteiras. “Na época, foi determinado que fossem plantadas um número de árvores equivalentes para cada quantidade de madeira cortada”, conta Hewerton. A partir desse conceito da silvicultura, que deve sempre existir a garantia de um estoque de madeira para as gerações futuras, foi estabelecido o conceito da “sustentabilidade“ ou “sustainable development”, o desenvolvimento sustentável.

Em 2002, a Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, que aconteceu em Johanesburgo, estabeleceu uma agenda de ações sustentáveis. Até 2015, deverá ser reduzido pela metade o número de pessoas sem acesso a instalações sanitárias; os impactos negativos sobre a saúde das pessoas deverão ser minimizados; a redução dos estoques de peixes em todo o mundo deverá ser interrompida; a perda da biodiversidade deverá ser detida e estratégias sustentáveis deverão ser desenvolvidas. “As ações determinadas por países em grande escala são complexas e não estão apresentando os resultados esperados. Por isso, é importante atitude, ação e implementação individual do conceito de sustentabilidade dentro das sociedades existentes, independente do tamanho, para ser mais efetiva e rápida a redução dos impactos ambientais e sociais”, ressalta Hewerton Martins.

CERTIFICAÇÃO SUSTENTÁVEL                                                  

Para utilizar corretamente os princípios da sustentabilidade, as empresas podem buscar orientações com as instituições que certificam a eficiência construtiva. Conheça alguns selos de certificação existentes:

Leed – Leadership in Energy and Environmental Design

 

Concebido e concedido pela ONG americana U.S. Green Building Council (USGBC), de acordo com os critérios de racionalização de recursos (energia, água, entre outros), o LEED fornece seis tipos de certificações:

– New Construction (Prédios novos)

– Existing Buildings (Prédios existentes)

– Commercial Interiors (Interiores de edificações comerciais)

– Core and Shell (Prédios de múltiplos usuários)

– Residências – Neighborhood Development (Desenvolvimento urbano)


Mais informações sobre a certificação no site www.gbcbrasil.org.br

Processo AQUA – Certificação de Construção Sustentável

        

Concebido pela Fundação Vanzolini, o Processo Aqua certifica a alta qualidade ambiental do empreendimento. A empresa precisa atender os critérios de desempenho da Qualidade Ambiental do Edifício por meio do Sistema de Gestão do Empreendimento. O Processo AQUA é a adaptação para o Brasil da “Démarche HQE”, da França. Mais informações sobre a certificação podem ser obtidas no site www.vanzolini.org.br

PROCEL EDIFICA – Eficiência Energética em Edificações

Promove o uso racional da energia elétrica, com objetivo de incentivar a conservação e o uso eficiente dos recursos naturais (água, luz, ventilação, entre outros) nas edificações, reduzindo os desperdícios e os impactos sobre o meio ambiente. O programa Procel Edifica é coordenado pela Eletrobrás em parceria com o Ministério de Minas e Energia, Ministério das Cidades, Universidades UFPA, UFRN, UFAL, UFBA, UFMG, UnB, UFMS, UFMT, UFF, UFRJ, UFSC, UFRGS, UFPel, PUCPR, CAIXA, IBAM, IAB, CBIC, FGV, USAID/ICF, CEPEL, SEBRAE-RJ, CREA e ELETROSUL. Mais informações no site www.eletrobras.com

ESCRITÓRIO VERDE

Em Curitiba, a Universidade Tecnológica Federal do Parana (UTFPR) está montando um escritório para mostrar como uma construção pode ser sustentável. Localizado na Avenida Silva Jardim, 807,  o projeto é realizado com doações de mais de 40 empresas especializadas em materiais sustentáveis para construção. “Além da madeira de reflorestamento, que proporciona conforto térmico e acústico, foi utilizado um painel solar fotovoltaico, que dá autonomia de energia elétrica para o imóvel”, conta Hewerton Martins, da Solar Energy, uma das parceiras do projeto. Você encontra mais informações sobre o projeto no site www.escritorioverdeonline.com.br

Projetos verdes

Em Curitiba, a Universidade Tecnológica Federal do Parana (UTFPR) está montando um escritório para  mostrar como uma construção pode ser sustentável. Localizado na Avenida Silva Jardim, 807, o projeto é realizado com doações de mais de 40 empresas especializadas em materiais sustentáveis para construção. “Além da madeira de reflorestamento, que proporciona conforto térmico e acústico, foi utilizado um painel solar fotovoltaico, que dá autonomia de energia elétrica para o imóvel”, conta Hewerton Martins, da Solar Energy, uma das parceiras do projeto. Você encontra mais informações sobre o projeto no site www.escritorioverdeonline.com.br

Para quem está construindo uma casa nova, a TecVerde produz casas pelo sistema Wood Frame. Além dos benefícios de uma construção sustentável, a casa fica pronta em apenas três meses. No site www.tecverde.com.br você encontra mais informações sobre as casas.

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